PAULO AFOSNO – Há pouco, o Painel ouviu reservadamente um lojista que passou o cenário tenebroso que envolve o setor desde o primeiro decreto baixado pelo prefeito Luiz de Deus (PSD), empondo a quarentena [funcionando apenas setores que vendem itens considerados essenciais, como farmácia, posto de gasolina e supermercados] e fechando o restante do comércio.
Na noite de sábado 04, o empresário Francisco, dono da loja Rio Malhas gravou um áudio em que narra um acerto com o secretário de Saúde, Ghiarone Garibaldi, e anuncia a abertura “com restriçao” do comércio nesta segunda 06.
A notícia parecia um alívio para os logistas, mas em seguida foi desmentida pela prefeitura, em comunicado, afirmando que está mantido o decreto 5.771/2020, que estendeu a quarentena para mais duas semanas a partir de amanhã 06.
“Eu, exatamente por não ter sido preparado, o primeiro decreto nos pegou de surpresa, não tive como pagar toda a minha folha, tem funcionário sem receber, e muitos deles estão apavorados com receio de perder o emprego”, disse o lojista na condição de sigilo.
Ainda de acordo com a fonte, os empregos podem ser mantidos se a ajuda prometida pelo governo federal, chegar a tempo. “Se o governo segurar por três meses como está prometendo, a gente vai tentar não demitir, porque não estou pagando meio salário, isso não é correto, eu pago o salário integral, e as pessoas precisam entender que quem vai arcar com o prejuízo é o empregado.”
O empresário alegou ainda que mesmo antes da quarentena o setor já estava moribundo, “a verdade é que a gente já vinha numa crise terrível sem vender nada, e agora não enxergamos uma luz no fim do túneo.”
Analisando a situção de quarentena a fonte se queixou de supermercados cheios que oferecem riscos aos consumidores. “Então nós fechamos e não conseguimos entender porque os supermercados estão lotados?”, questionou.
As razões da prefeitura
De acordo com os últimos dados apresentados pela assessoria de comunicação da prefeitura de Paulo Afonso, o município tem 15 casos sob investigação; 20 descartados; 35 notificados; 03 coletados e 124 pessoas monitoradas, ainda não tem nenhum teste positivo para Covid-19.
Na útima quinta 03, chegaram os primeiros 9 leitos de UTI, e espera-se que a outra demanda chegue nesta senama que se inicia.
Existe uma verdadeira corrida contra o tempo para assegurar leitos de UTI no caso de haver infectados, e por essa razão a prefeitura entende que não é possível, ainda, afrouxar as regras da quarentena.
Está marcada para amanhã 06, outra reunião do secretário de Saúde, Ghiarone para avaliar a situação periclitante do comércio. Porém, com os cuidados que vem adotando, não há muita expectativa que o quadro mude.