PAULO AFOSNO – Convidado a bailar, no alto dos seus 81 anos, o prefeito Luiz de Deus (PSD) mostrou que tem samba no pé e gingado o bastante para não fazer feio no solão eleitoral.
A contradança de Luiz de Deus foi tão “pancadão”, que em vez de suscitar mais estardalhaço, colheu a empatia.
Cumpre saber: até quando?
Resta provado que ao responder às acusações de Luiz, que o classificou de político medíocre, cujas artimanhas para retornar ao poder lhe causam “vergonha”, Anilton terceirizou a fala, atribuindo-a às más companhias que hoje cercam o prefeito, em vez se defender de forma mais contundente.
Comentando o assunto, interlocutores de Anilton, confirmaram ao Painel que esta hora vai chegar. Mas ficou muito claro que com a carta aberta, tentou-se imediatamente jogar água na floresta incendiada.
No subtexto da carta, contudo, ao dizer que Luiz de Deus sofre manipulação, tanto no ataque, como na gestão, fica registrado o conteúdo do vídeo publicado por Anilton, em que sugere “incapacidade” de Luiz ante a crise sanitária, alegando justamente sua condição de idoso.
Luiz de Deus sentiu-se fedido de morte.
A vir por aí acusações no campo judicial, do lado da prefeitura, caberia aos articuladores de Anilton, mas assertividade no plano midiático, do que veem produzindo até agora.
Atiraram nos pés, com o aloprado afastamento de Luiz de Deus (PSD), e esqueceram das minudências que toda gestão tem que lhe complicam a vida.
Ademais: não seria hora também de vir a público afertar outro modelo de gestão para se comprapor ao que está em curso?
O que se sabe por ora, é que a dita terceira via, muda e sem espaço, assiste aos episódios da briga dos polos, achando muita graça, e sonhando em faturar com o desgaste.