PAULO AFONSO – desde o último final de semana, após decretação do estado de emergência, pelo prefeito Luiz de Deus (PSD), a Secretaria de Desenvolvimento Social disponibilizou sua equipe em regime de plantão e cedeu 28 funcionários para a Secretaria de Saúde, são psicólogos e assistentes sociais que estão nos PSFs e à disposição de Ghiarone Garibaldi – outro homem que não mede esforços-, para atender a demanda emergencial.

Ao largo de tudo que está sendo providenciado, as secretarias municipais, e de forma ainda mais perversa, os funcionários – que estão na linha de frente -, são alvos de ‘fake news’ e campanha de gente que, mesmo diante da calamidade, observa apenas o calendário eleitoral.
“A gente aqui faz o que pode, mas sempre é pouco né?, então a gente olha para a frente a sai para fazer o nosso trabalho, não dá para perder tempo com críticas, de todo jeito vão falar”, observou uma funcionária da Sedes, enquanto ia atender famílias nos bairros mais afastados do centro.
A secretária da Sedes, Cíntia Rosena, disse que nesse momento se preocupa mais com a área rural do que com o trabalho do centro. “Está chegando pessoas de São Paulo, indo para essas áreas, e não estão guardando a quarentena como se deve, então nesse momento tem sido a maior preocupação da gente, porque aqui no centro a gente tem o trabalho controlado e as pessoas estão observando melhor as normas”, explicou a secretária em entrevista ao Painel.
Junta-se a estas secretarias, a de Indústria, Turismo e Comércio, que vai doar cestas básicas aos vendedores cadastrados. “Regivaldo Coriolano está com a lista e deve fazer essa distribuição”, explicou Cintia entre outros detalhes na entrevista abaixo:

O que faz parte do kit que a Sedes leva às famílias?
Nós mandamos uma cesta básica e eu acrescentei um kit limpeza com sabão, detergente, sabonete – infelizmente não achamos álcool gel- para comprarmos, estamos monitorando. No atendimento a equipe explica os cuidados com a higiene de toda família e do isolamento social.
No caso do Restaurante Popular, que atendia no centro, e da cozinha comunitária, como ficou para suprir isto?
O restaurante popular aqui eu fechei. Mas a cozinha comunitária no Benone Rezende, mais carente aí eu mantive e tomei algumas providências. As filas são organizadas do lado de fora, limitamos a entrada e afastamos as mesas, um metro de distância de uma para outra. O que sobre a gente prepara as quentinhas e distribui nas ruas.
Como vai ficar o plantão?
Nós estamos assim desde o fim de semana, mas as ligações não param. Todos os PSFs estão funcionando em regime de plantão e como nós temos um olhar mais voltado para o social, para as famílias, chegando algum caso – para identificar uma suposta infecção para coronavírus ou outra enfermidade, a gente conversa, faz uma entrevista e ver se a gente pode ajudar aqui.
Além dessa ação emergencial para distribuir alimentos, tivemos a chuva, e como fica a assistência para as famílias que passaram por enchente agora?
Ontem foi uma equipe lá no Siriema, está mais complicado, embora tenhamos material aqui para doar. O problema é a entrega. Mas havendo a necessidade, depois da avalição da assistente social, eu posso mandar seu Gildásio e o engenheiro para avaliar os casos mais prementes, como na Rua da Paz [Centenário], que foi a mais prejudicada junto a Vila Corró. Até o momento não recebemos demanda da zona rural.
Até terminar o decreto, a senhora crer que o estoque está garantido?
Nós temos um bom estoque e a situação de emergência que nos permite comprar alimentos e os produtos de higiene, o que chega de álcool gel e máscara, o que chega aqui a gente compra, minha preocupação é com a equipe mesmo.