PAULO AFONSO – Não se trata de defender o indefensável. A atitude ofensiva, asquerosa e repudiante do presidente Bolsonaro contra a jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Melo, há duas semanas, merece e deve ter répudio.
Disse o presidente: “Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo [risos dele e dos demais]”.
Que o vereador Zezinho (sem partido), mais cedo, durante sessão ordinária da Câmara Municipal, quissesse rechaçar tal absurdo tudo bem. Mas daí dizer [e principalmente, mostrar o gesto obseno], há muita distância.
Zezinho disse e fez o gesto que, o presidente “pediu o anelzinho à jornalista”, alguns riram, outros ficaram envergonhados, e ainda teve quem tentasse corrigi-lo, “foi a roda”. Creiam!
O pano de fundo que abriga todos os impropérios ditos no púlpito, é a ausência de punição para quem ultrapassa o limite do decoro parlamentar.
Houvesse algum norteamento para os parlamentares, muitas dessas baixarias católogicas seriam evitadas.
“Eu achei ridículo!” disse uma moça que compareceu à sessão para acompanhar os trabalhos.