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Paulo Afonso-BA, 11 de março de 2026

Ministério da Saúde disponibilizará R$ 5,5 milhões para prefeitura gerir 25% do Nair: “É suficiente”, diz Ghiarone

guiarone

PAULO AFONSO- Após três anos de negociações na Justiça, finalmente, com a saída paulatina da Chesf mantenedora do Hospital Nair Alves de Souza,  a prefeitura de Paulo Afonso se viu obrigada a assumir gradativamente a gestão do maior hospital da região para não ver a população ter de ir em Juazeiro para conseguir atendimento. Solução apresentada pelo secretário de saúde do estado, Fábio Vilas-Boas.

Tudo só foi possível, pelo entendimento formado entre o prefeito Luiz de Deus (PSD) e o assessor especial do Ministério da Saúde, José Carlos Aleluia, que pavimentou o caminho até Brasília e conseguiu o aporte financeiro para levar adiante a empreitada, cerda 5, 5 milhões de reais por ano. Precisamente: R$ 5, 507,768,60.

O valor foi publicado no Diário Oficial da União desta 2ª feira 10, e deu bastante tranquilidade a prefeitura para pôr em prática o plano operativo apresentado ao Ministério da Saúde pelo secretário de saúde do município, Ghiarone Garibaldi.

Do papel à prática, aparecem os termos

Em entrevista ao Painel, na tarde de ontem, Ghiarone não escondeu que a Chesf anda queixosa pelo fato de a prefeitura não ter assumido ainda a totalidade da maternidade.

Mas justifica dizendo que não havia os dispositivos legais nem a certeza pelo Ministério da verba.

“Para assumir plenamente a maternidade teríamos que ter a Autorização de Internação Hospitalar, teríamos que emiti-las, e por incrível que possa parecer, o Hospital Nair Alves de Souza não tem esse sistema de comunicação com o Ministério da Saúde, então quando fomos procurar para enviar as AIHs não tivemos infraestrutura para isso”, justificou Ghiarone que, acrescentou ter sido muito bem-sucedido o quadro de ortopedia: “Era um desastre e hoje praticamente zeramos a demanda reprimida.”

Sai a Chesf e entra a UNIVASF

Ghiarone explicou ainda que, uma vez que já está garantida a verba para gestão dos 25% do Nair, inicialmente, o equivalente a 460 mil reais por mês, assim como o depósito feito em juízo pela Chesf de 45 milhões de reais, que vai garantir uma ampla reforma na estrutura física do Hospital, faltava o acerto com a Univasf, entidade para a qual a Chesf passou o prédio do Nair.

“Eles [a Univasf] têm a propriedade do Hospital, nós discutimos com eles esse Termo de Cooperação técnica e aparamos algumas arestas. Está tudo caminhando muito bem. Pelo que foi acordado nesta reunião, fica muito claro o interesse da universidade em resolver o problema. A população precisa entender o que consta desse Termo. A Univasf quer acompanhar esse convênio com a prefeitura, para isto será formada uma comissão onde vai ter três docentes, três médicos, um técnico administrativo e um representante dos alunos. Então tudo dentro da gestão da prefeitura este ano terá a participação deles”, explicou.

Recursos são suficientes 

A análise feita pela prefeitura data do dia 7 de janeiro. Segundo o secretário são necessários três meses de estudo para ter mais precisão, mas pelo que foi feito até aqui, o aporte financeiro de 5,5 milhões de reais garantidos pelo Ministério da Saúde, é suficiente para fazer as contratações necessárias de pessoal, as pequenas adequações na maternidade que a prefeitura considera urgente fazê-las e garantir saúde à população, por ora, nesse porcentual que foi acordado de 25%.

“Vai dar sim. Quando eu faltei no dia 25 de novembro [à sessão da Câmara Municipal] foi por isso aí, para levar esse plano operativo, porque até então nenhuma gestão conseguiu isso aí, o aumento no teto para a saúde. Isso é fruto de um esforço muito grande nosso, de muito estudo, então é uma tranquilidade para a prefeitura, para os médicos e para a população.”

A demanda do Nair, 90% é de Paulo Afonso

Os gráficos acima mostram como realmente o grande cliente do Nair é mesmo Paulo Afonso. Há registro de pacientes vindos dos estados de Alagoas e Sergipe, mas 90% do atendimento é do estado baiano, especialmente do município de Glória:

Veja:

 

Ghiarone comenta:

“A gente não tinha certeza de nada. O Hospital não nos informava, mas agora sabemos, porque se esses índices se repetirem agora em fevereiro temos um bom indicativo que não teremos problema com relação à verba adquirida.”

 

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