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Paulo Afonso-BA, 25 de maio de 2022

O PP ao logo de sua caminhada foi a legenda que mais acolheu desertados

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PAULO AFONSO – O ex-deputado federal Mário Negromonte não estava presente ao encontro liderado pelo filho, o também  deputado Mário Júnior, no Creia, ontem.

Ah, mais estivesse, quantas histórias não teria o pai para contar… O partido reinventado e fortalecido por ele já foi a casa de acolhida de muitos desertados do grupo rival dos deuses.

Quando estavam eles na rua da amargura, para ficar nas palavras de Mário Júnior, foi o PP que os fez competitivos de novo, que os colocou no jogo e os ungiu de poder. Tenho aqui os dedos das mãos que se completam em exemplos, de gente da mídia a políticos que tiveram e têm [relevância].

Por isso o recomeço sugerido pelo deputado, parte justamente da presença de sua mãe, a ex-prefeita Eva Vilma, dada a fragilidade das alianças forjadas na política contemporânea, em que você olha para os quatro cantos e não sabe mais em quem confiar.

O meu pecado

Há, diga-se de passagem, os pecados dos líderes, que sempre intervieram pouco no trabalho do Legislativo. É neste labor que se decide a política e se muda de gosto. Das coisas comezinhas às grandes, como a derrubada de contas de um prefeito, à mudança de voto para presidente da Câmara.

Ali na confusão em que se elegeria Jean Roubert (PTB) para presidente, Bero do Jardim Aeroporto nunca negou que houvesse uma determinação do partido para que o voto fosse de Jean, o que teria mudado completamente o cenário de hoje.

Faltou coragem. Faltou sabedoria. Faltou ousadia política. Optou-se por jogar Pedro Macário nos braços dos amigos de outrora. Macário foi, gostou e ficou.

Hoje o PP colhe um pouco do que plantou. Embora a ressaca seja demais.

Da minha parte, falo com propriedade porque escrevi muitas vezes sobre o assunto, apontando os descaminhos, desejo que o partido se reencontre, que se fortaleça para as eleições municipais, porque quanto mais protagonismo tem a oposição, maior é desafio de quem está no poder e quem ganha é o povo.

 

Foto: PA4/Ricardo Pereira.

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