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Paulo Afonso-BA, 26 de maio de 2022

 “Os 15 milhões serão para evitar a solvência da prefeitura”, diz vereador

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PAULO AFONSO – Nesta segunda-feira 02, foi para o vinagre o argumento levantado por quase todos os vereadores que votaram a favor do Projeto de Lei nº 54/2019 que autoriza o Executivo a fazer empréstimo de até 80 milhões de reais junto à Caixa Econômica, segundo o qual se poderia votar sem conhecer amiúde os projetos, porque afinal de contas o recurso sequer passaria pela prefeitura.

Diz o texto do Projeto com pedido de extrema urgência: “Justifica-se considerando que ocorrerá ainda no exercício de 2019, o ingresso de recursos no valor de 15 milhões de reais, na conta da prefeitura municipal… Este valor vai atender às municipais de Infraestrutura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Administração do BTN.”

Um vereador sob a condição de sigilo comentou: “Uma vez que a gente aprove esse projeto dos 15 milhões, por meio de decreto o prefeito [Luiz de Deus (PSD)] remaneja como bem entender o recurso, aí eu lhe pergunto: o que dizem agora os colegas que afirmaram categoricamente que a prefeitura nem ia ver a cor do dinheiro?, que passaria diretamente para a conta da empresa contrata para fazer a tal obra?, outra coisa: quais são essas obras?”

O vereador afirmou mais uma vez que, “o que existe na prefeitura, como será observado é dívida, se esse dinheiro não for aprovado em caráter urgentíssimo, será a solvência definitiva porque o ativo não está mais cobrindo o passivo.”

O vereador ainda fez outros questionamentos: “Perceba que entra na prefeitura mais de 32 milhões por mês, mas nunca é o suficiente, porque é mal gerido.”

Na próxima quarta-feira 11, tudo indica, o presidente Pedro Macário (PP) deve ser o voto de minerva que desempatará a votação, considerando que há sete vereadores para cada lado.

Em tempo: depois de quase três com orçamento apertado, a Sedes finalmente terá recurso para tocar projetos. Tudo bem arrumadinho para a nova gestão de Cíntia Rosena. Como não existe coincidência em política, o rearranjo das contas caiu de bom grado justamente nas mãos dos parentes do prefeito: nora e genro.

Um comentário

  • Sem sombras de dúvidas, o problema é que foi ultrapassado todos os limites prudenciais, inclusive com desrespeito à LRF (lei de responsabilidade fiscal) e a agonia chegou antes do tempo esperado.

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