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Paulo Afonso-BA, 21 de maio de 2022

Eleições 2020: Galinho é o alvo

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Mário Galinho do Solidariedade arrumou colegas para chamar de seus e, no dia 25 de abril, junto a eles, disse “não”, à Embasa. Foi um dos poucos atos em que arrumou ressonância, no mais, seu mandato corre em extrema solidão.

Nesta segunda-feira 06, foi uma voz única ao apontar o essencial: se há apenas 52 guardas civis municipais num efetivo que deveria comportar pelo menos o triplo, falta, evidentemente, concurso público [palavra proibida neste e nos outros governos] e, atrelado a este, a efetivação dos direitos já contidos no Estatuto da categoria, aprovados há dois anos.

Chega a ser constrangedor a forma anêmica com a qual os vereadores tateiam sobre o assunto do concurso público, há mais de dois anos decido pela Justiça, sem cobrar absolutamente nada do gestor. Galinho foi o único que, na abertura dos trabalhos, em fevereiro, lembrou a existência da decisão ao prefeito Luiz de Deus (PSD) que, por seu turno, fez ouvido de mercador.

A desunião da oposição

Não era de se esperar mesmo que houvesse convergência entre Galinho e os vereadores daquilo que se entendia por oposição, a essa altura, mais preocupados em salvar a própria pele, em questões que são caras à população. Contudo, a desunião da oposição, de agentes políticos sem mandatos, mas influentes, é o que preocupa. Dito de outra forma: 2016 não deixou nenhuma lição.

Galinho eleito

Ainda que com maus bofes, aqui e ali, alguns queiram diminui a importância de Galinho, espontaneamente é um dos poucos políticos hoje em Paulo Afonso que não precisariam fazer campanha para uma reeleição à Câmara. No mesmo quadro está Marconi Daniel (PHS). Pode não ter a mesma quantidade de votos, mas é forte, e evitou se queimar com a questão da Embasa; não escapará de certa rejeição, mas não se pode compará-lo a Jean Roubert (PTB) ou Irmã Leda (PDT).

Mas Galinho vai disputar a outra

Há quem já tenha ligado Galinho a Anilton Bastos (Podemos). Antes de mais nada é preciso verificar se Anilton abre mesmo dos deuses, coisa inda muito imprecisa. “Eles brigam e até declaram guerra, mas na hora de a onça beber água, se juntam, para evitar a perda total”, analisa um leitor do Painel.

Para Arlindo (da Rádio Cultura), um político que tenha alguma ambição não deve experimentar mais do que um mandato de vereador. “Depois que ganha uma eleição para a Câmara, deve tentar outra coisa, porque a pessoa vai se ajustando aquela condição, o capital político tende a diminuir, e depois, até mesmo a vereança fica ameaçada e os exemplos são muitos.”

Jean Roubert, antes, de forma mais aberta que Mário, também tinha esse propósito [de ser candidato a prefeito], agora se conseguir a reeleição para a Câmara, pode ser creditada ao Roque Santeiro, com todo respeito a Dias Gomes.

Portanto, a Mário, resta contrariar a ciência, e de seu poleiro dar um voo alto que sobrevoe a Câmara e chegue ali, a alguns metros.

2 comentários

  • O garoto que todos pensavam ser menino hoje mostra a todos que é um homem de caráter.
    Parabéns Mário galinho!

  • O grande mal de Galinho, foi deixar lhe subir à cabeça e bozar logo após a eleição, não teve sabedoria para ser humilde e assim capitalizar isso para a situação local, perdendo parcela dos votos mais ideológicos, digo baseado em mim, perdeu meu voto ao bozar e discursar sem administrar a situação e chamar as pessoas que foram as passeatas de aloprados e acusando de receber $ 15,00 para ir à passeata, eu fui a todas e nunca recebí nada, acho que baseou – se nos que foram a seus eventos.

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