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Paulo Afonso-BA, 25 de maio de 2022

“Eu te amo por nós dois”

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Pois é, o vereador Jean Roubert (PTB), foi escalado na posse de Luiz de Deus, em 1º de janeiro de 2017, ainda no calor da assinatura do diploma, na solenidade da Câmara Municipal como seu interlocutor oficial. A notícia fora dada a mim, em primeira mão.

Eu estava ao lado deles. Testemunho aqui, que ambos sorriam felizes. Havia em Luiz de Deus confiança, segurança. Estava ali um líder a sua altura. E era.

Vejam Jean Roubert e Pedro Macário saindo da reunião com Luiz de Deus [exclusivo do Painel].

Eis que o espectro da Embasa, àquela altura, já ameaçava a liderança feliz. A aliança que se forjara durante a campanha; os depoimentos emocionados de “homem com 30 anos de vida pública ilibada”, estremeciam a cada batida do ex-vereador Antônio Alexandre contra a dita-cuja, com aval incondicional do povo.

A aliança quebrou

Dali há sete meses o líder caiu. “Fui vítima de intrigas”, disse Jean. Aqui vou usar o sigilo em que me fora confiada essas palavras e não revelarei os detalhes narrados pelo vereador sobre quem o traiu. Até porque os atos gritam por si.

Jean livre, contra a Embasa

Jean apertou os parafusos da oposição, aqui já sem a presença de Antônio Alexandre, morto em 14 de dezembro de 2017. E com ele arrastou mais parlamentares. Formou-se então a maioria.

“Quem acompanhou Jean nessa empreitada se prejudicou”, avalia um assessor de um dos vereadores que votou contra as contas do ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos), em novembro do ano passado, e acrescenta: “O meu vereador sempre foi parceiro de Anilton, no fim nem mel nem cabaça.”

Jean, arrependido, volta, mas chega bem pequenininho

Abrindo os trabalhos deste 1º semestre, Jean confessou que, o que fizera era fruto de inexperiência política. E que mudaria sua atitude. Até aí ok. O parlamentar só não adiantou que essa mudança se resumiria a assumir toda e qualquer proposta do Executivo – a despeito inclusive dos anseios do povo, como é o caso da Embasa-, ainda que lhe custasse o pouco capital político ainda de pé.

Jean foi além das expectativas. “Eu observo é que ele se voltou contra um grupo, do qual sempre fez parte, e sem condições de ir adiante com as complicações que isto implicaria”, disse um leitor do Painel, ontem à noite.

A política é o terreno da traição

Agora é ver se o parlamentar, que volta à sua origem, acerta o prumo. “Luiz de Deus é um homem sábio, primeiro ele viu Jean se fritar, e agora o trouxe de volta para matar no peito questões que nem ele mesmo tem coragem, e ficar com toda a carga negativa”, analisou outro leitor do Painel, também na condições de anonimato.

Nelson Ned, o pequeno grade homem, tem uma canção que embala esse momento:

“/Eu não tenho pressa/ você vai gostar de mim/ amanhã ou depois/ até lá/ tenha calma meu bem/ eu te amo/ por nós dois….”

 

Caro leito, curta o clássico de Nelson Ned: 

 

Foto de capa: PA4.COM.BR

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