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Paulo Afonso-BA, 21 de maio de 2022

Legislativo despreza o povo e protege prefeito, nenhum parlamentar explica por que não houve concurso

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Em fevereiro de 2017, portanto há poucos dias do início da gestão de Luiz de Deus (PSD), a promotora Milane de Vasconcelos [6ª Promotoria], entrou com uma Ação Civil Pública contra o município de Paulo Afonso solicitando o concurso público; a Justiça decidiu favoravelmente. Dando a partir de março daquele ano, o prazo de seis meses para a realização do certame.

Na ação ficou estabelecida uma multa no valor diário de R$ 288.123,45 (duzentos e oitenta e oito mil, cento e vinte e três reais e quarenta e cinco centavos), ao gestor municipal.

Completados dois anos da decisão judicial, o prefeito não fez o concurso, não pagou um centavo da multa, ao passo que passa incólume à cobranças até mesmo no Parlamento, onde hoje dá as cartas.

Para se ter uma ideia, quase toda a bancada de oposição lhe beija a mão, mesmo recebendo o saldo destinado àqueles que deveriam “arbitrar o jogo”, que, em teoria, precisam zelar pelos interesses da população, mas só conseguem se movimentar mirando os próprios interesses.

O dito líder da bancada de oposição, José Carlos Coelho (PRB) nunca tocou no assunto. O presidente da Câmara, Pedro Macário (PP), idem, os demais vereadores com exceção de Mário Galinho (SD), vão na mesma balada. Então só resta a população, que ainda tem alguma consciência, devolver o desprezo recebido.

Os agentes comunitários de saúde, hoje são a classe mais prejudicada pela falta do concurso, como é sabido, estão em número insuficiente; não há neste momento uma única ação dentro do Parlamento a fim de esclarecer esse grande mistério que cerca administração pública: onde foi parar o concurso público? O que aconteceu com a multa diária?

Se os parlamentares fizessem o seu trabalho, ofício muito bem pago pelo contribuinte, ainda que não tivessem poder para obrigar o prefeito a cumprir a lei, pois isso é com a Justiça, ao menos prestariam um bom serviço informando o que se passa no lado obscuro do poder.

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